- Ufa. Pensei que não ia acabar mais!
- Deveras. E foi só a primeira parte.
- Imagine só a segunda...
- Deus me livre. Mas ainda temos um certo tempo até lá...
- Tens medo?
- E muito. Não da etapa em si, mas do resultado.
- Compartilho. Da etapa, do resultado e das consequências.
- Mas, por enquanto, finjo que nada disso está por vir. Até porque, nesse período nós podemos. Ou será que não devemos?
- Não pergunte o que não sei responder. Estás decidido?
- Minha única decisão no momento é não pensar em nada. Afinal, é ócio.
- Tenho inveja. Não consigo esvaziar minha cabeça dessa maneira. Meu futuro me martiriza.
- Então o que fazes aqui? Vá ler um livro!
- Faço, como há tempos não fazia, algo que me dá prazer: me embriago com um velho amigo, a conversar sobre tudo.
- Só sinto que o tudo seja tão restrito a este meio infernal.
- Talvez o inferno nem tenha começado, meu caro. De qualquer modo, não começará por agora.
- Brindemos. Hoje é noite de comemoração.
- Ao fim do começo!
- Não. Ao começo do fim.
E assim foi, até o bar cerrar suas portas, na certeza de que os veria novamente.
7 de julho de 2009
27 de março de 2009
21 de fevereiro de 2009
Não sentir
Perguntas vêm como um bombardeio. Mas com qual finalidade? Um jogo? Um teste? Certezas incertas? Sinceramente nao me sinto a vontade, nao sei como reagir, nao sei o que falar ou o que nao falar. Resta-me mostrar-me seguro e fazê-la acreditar nisso. Mas e se tudo nao passa de uma pose ou teatro eu nao sei dizer. O que se pode fazer é sustentar tal coisa em mim até que ela se torne verdade. E se eu estou escrevendo aqui é porque ja está virando. Afinal, "o amor é fogo que arde sem se ver"
Perdoem-me se minhas escritas nao vêm com a mesma riqueza das do meu colega. Mas o que eu faço é tentar e expressar-me sinceramente.
27 de janeiro de 2009
Triste, triste sina.
Eis que começa tudo denovo. Uma vez mais, soframos. E soframos dessa vez em especial: Terceiro Ano. Cessemos todo tipo de entreterimento, toquemos as cervejas pelos livros, as mesas de bar, pelas escrivaninhas e carteiras escolares. Os cigarros pelo giz e os bons papos pela inacabável matéria.
A monotonia de sempre, os professores de sempre - até os novos, me parecem tão gastos-, os rostos de sempre, a preguiça de sempre. De novo, apenas a impressionante pressão já pressentida. Acostumemo-nos.
O triste destino de quem sai do segundo ano é amargar o terceiro. Desumanamente somos agredidos com tal sina. Não há alternativa. Cancelemos nossa vida social e vamos a ela.
Talvez por estarmos depresivamente mergulhados na amargura do terceiro ano, às vezes esquecemos que pode não ser um completo pesadelo. No meio dos espinhos há uma flor. Conhecer novas pessoas, mesmo estando forçadamente longe daquelas por quem já se tem um carinho especial, pode ser uma boa experiência, algo que nos dê suporte para enfretar o sofrimento.
A dor, a angústia, a ansiedade, serão companheiras até o último dia de resultados do vestibular. As olheiras serão amigas, os calos nos dedos, testemunhas, e as dores de cabeças, cúmplices. E nesse dia alguns muitos de nós lavaremos a alma e muitos outros de nós continuaremos a constante vida vã.
Arrepio só de pensar que ontem foi apenas o primeiro dia desta odisséia. E arrepio mais ainda por saber de tudo que me espera, que do terceiro ano não se pode esperar muito mais do que um chute no traseiro. Que serei eu o culpado do meu fracasso, e terceiros, os heróis de minha conquista.
Arrepiado, torço para estar errado.
Estou cansado, preciso de férias.
A monotonia de sempre, os professores de sempre - até os novos, me parecem tão gastos-, os rostos de sempre, a preguiça de sempre. De novo, apenas a impressionante pressão já pressentida. Acostumemo-nos.
O triste destino de quem sai do segundo ano é amargar o terceiro. Desumanamente somos agredidos com tal sina. Não há alternativa. Cancelemos nossa vida social e vamos a ela.
Talvez por estarmos depresivamente mergulhados na amargura do terceiro ano, às vezes esquecemos que pode não ser um completo pesadelo. No meio dos espinhos há uma flor. Conhecer novas pessoas, mesmo estando forçadamente longe daquelas por quem já se tem um carinho especial, pode ser uma boa experiência, algo que nos dê suporte para enfretar o sofrimento.
A dor, a angústia, a ansiedade, serão companheiras até o último dia de resultados do vestibular. As olheiras serão amigas, os calos nos dedos, testemunhas, e as dores de cabeças, cúmplices. E nesse dia alguns muitos de nós lavaremos a alma e muitos outros de nós continuaremos a constante vida vã.
Arrepio só de pensar que ontem foi apenas o primeiro dia desta odisséia. E arrepio mais ainda por saber de tudo que me espera, que do terceiro ano não se pode esperar muito mais do que um chute no traseiro. Que serei eu o culpado do meu fracasso, e terceiros, os heróis de minha conquista.
Arrepiado, torço para estar errado.
Estou cansado, preciso de férias.
13 de janeiro de 2009
Saudades.
Olhando uma foto antiga, relembro sentimentos de uma década atrás. Eu era pequeno, frágil. Nada sabia, nada queria saber, queria brincar e ser feliz. Eu era feliz. Não tinha preucupações e responsabilidades. Não tinha horários, afazeres e vícios. Sonhava ser médico, astronauta, caixeiro viajante e jogador de futebol. Eu era livre.
Escravo das horas, perdi a simplicidade. Não tenho mais doces sonhos. Acabou-se tudo. Passou como um filme iraniano, que no fim, o segundo lugar é depressivamente melhor.
O tempo castigou-me com rugas, cicatrizes e com o triste e incômodo interesse no entendimento. Não sofre aquele que não sabe, nem quer saber de nada, assim como eu, há 10 anos. Hoje, continuo sem saber nada, mas querendo saber tudo. Resta-me a infelicidade da ignorância consciente.
Será que daqui a dez anos, olharei para uma fotografia de hoje, e sentirei saudades? Sinto saudades hoje, da aurora da minha vida, da minha infância querida, que os anos não trazem mais.
Nostalgia.
Escravo das horas, perdi a simplicidade. Não tenho mais doces sonhos. Acabou-se tudo. Passou como um filme iraniano, que no fim, o segundo lugar é depressivamente melhor.
O tempo castigou-me com rugas, cicatrizes e com o triste e incômodo interesse no entendimento. Não sofre aquele que não sabe, nem quer saber de nada, assim como eu, há 10 anos. Hoje, continuo sem saber nada, mas querendo saber tudo. Resta-me a infelicidade da ignorância consciente.
Será que daqui a dez anos, olharei para uma fotografia de hoje, e sentirei saudades? Sinto saudades hoje, da aurora da minha vida, da minha infância querida, que os anos não trazem mais.
Nostalgia.
6 de janeiro de 2009
sonhos de uma noite mal-dormida.
Quem dera eu ser o mais nobre dos poetas. Me fazer valer das letras para tocar as pessoas. Não ser hipócrita de achar que nada mais pode ser feito, que a fonte esgotou-se. Ter idéias geniais, e colocá-las no papel, sem dificuldade alguma.
Quem dera eu confundir minha caligrafia com as sinapses dos neurônios. Ser forte e sentimental. Escrever com paixão, apaixonar-me. E ser acima de tudo, nada.
Não há nada mais doce na vida que a ilusão.
Caí da cama.
Quem dera eu confundir minha caligrafia com as sinapses dos neurônios. Ser forte e sentimental. Escrever com paixão, apaixonar-me. E ser acima de tudo, nada.
Não há nada mais doce na vida que a ilusão.
Caí da cama.
28 de dezembro de 2008
pra você que não entende
Sinto as batidas do coração acelerarem e as risadas vindo da mais simples lembrança. O frio na barriga não é mais um marco, pois já se tornou um hábito. Será que também sentes isso? Ou serei eu mais uma vítima de teus jogos de sedução, dos quais eu nunca sairei ganhando? Não importa, a verdade é que dentro de mim se acendeu uma chama de mudança e foste tu a responsável pela combustão. Se vai valer a pena, se vai ter fim, quem sabe? O fato é que eu estou aqui, motivado a te fazer acreditar. E saiba, tu vais.